quarta-feira, 19 de março de 2014

Petrobrás: falência ou falácia?

"The biggest cowards are managers who don't let people know where they stand" - Jack Welch


A Petrobrás sempre foi mais que uma empresa. Desde sua gênese, sempre foi um ícone, tanto por seu papel funcional no desenvolvimento do país, quanto pela sua aura estratégica e política. Discussões sobre a empresa sempre estiverem envoltas numa névoa que mistura negócios com soberania, lucros com orgulho.

Como empresa, sempre teve uma liderança tecnológica impecável, especialmente no que tange a exploração em plataformas oceânicas. Sempre figurou com lugar de destaque nos rankings de faturamento e produtividade na America Latina.

Porém, dificilmente estes fatores são os de maior interesses nas conversas sobre a empresa. E mais uma vez, está em questão, devido à preocupação generalizada sobre seu endividamento decorrente do uso político.

De fato, não se pode ignorar uma variação no preço da ação de R$ 29,00 para R$ 12,60. A grande preocupação nacionalista, a "dilapidação do patrimônio do povo", acabou acontecendo de outra maneira: o "patrimônio do povo", posto em termos contábeis e não ideológicos, vale US$ 100 bilhões a menos do que quando Dilma assumiu a presidência.

Mas, a gestão da Petrobrás, afinal, está comprometida? Ou trata-se de uma bem articulada expectativa de investidores que apostam contra o Brasil? Afinal, os indicadores de produção, faturamento, lucro e investimentos mostram um cenário bastante possível.

Embora o texto não mencione, as tabelas expõe onde está a verdadeira encruzilhada entre a empresa grande e eficiente, e a gestão irresponsável: endividamento, que vem de duas origens:

1. Má gestão: independente de seus excelentes quadros técnicos, a Petrobrás é estatal, por isso sujeita a decisões políticas. O fato de seu controle de capital ser difuso também dificulta um rigor maior sobre suas decisões. O desastre da Refinaria de Pasadena ilustra esse caso.

2. Uso político: embora a má gestão seja capaz de produzir decisões inaceitáveis, podemos assumir que o ambiente de negócios é sujeito a riscos, acertos e erros. Todavia, as restrições ao repasse dos preços, alertaram o mercado que o compromisso do Ministério da Fazenda é com o ano eleitoral, não com a saúde financeira da empresa. 

A opinião do blog é que o Ministro Mantega, embora limitado, não inventou esse recurso. A "contabilidade criativa" vem desde sempre, com exemplos universais. Porém, isso não faz menos condenável a prática de corromper o patrimônio popular em troca da perpetuação de seu partido no poder.

Qual a sua opinão?





 




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